ODYSSEY 2020
O que será o futuro da hotelaria quando o presente parece estar tão lá na frente que fica difícil imaginar se ainda há algo de novo para se inventar. Já se viu de tudo, do design ao boutique, do resort ao lodge; já se ofereceu de tudo, de private butler a earlies e lates checks in and outs da vida + caprichos nos quartos para hóspedes que adoram aquela intimidade com o concierge – derretem-se quando ouvem “o de sempre, senhor?”.
Sem desacreditar na capacidade do segmento de se reinventar a cada instante, sabendo que o céu é o limite quando a ordem é fidelizar viajantes que não param quietos em casa, fica a pergunta: como vai ser daqui para frente, quando o mundo já não se satisfaz com uma simples garrafa de champagne em sinal de boas-vindas?
É o que a fábrica de tendências Fast Future, da Inglaterra, acaba de “prever”. A turma lançou na web um ótimo dossiê, intitulado “Hotels 2020: Beyond Segmentation”, onde apresenta o resultado de uma pesquisa que aponta os próximos desejos de hóspedes high end para daqui a dez anos, quando todos esperam que, entre outros sonhos, hóspedes possam customizar sua estadia do início ao fim, escolher os serviços oferecidos pelo hotel e deduzir do valor das diárias aquilo que não for usar.
E querem mais: que redes hoteleiras tradicionais ofereçam uma “frota” de endereços low-budget para jovens de fino trato e (ainda) pouco dinheiro no bolso – para fidelização, saca? Um sonho possível e plausível, você há de concordar. E esperar pelos ventos de mudança. Just for a change. E você achando que a turma estava pensando mesmo em dormir numa bolha voadora ou passar o fim de semana tomando banho de lua na praia espacial de Richard Branson?
















