HOLE IN ONE
Confesso que não sou lá da turma do golfe, não. Acho melancólico demais, o esporte. Vai me dando uma tristeza, a bolinha que voa para sabe Deus onde, o carrinho devagar demais, aqueles sapatos que não ficam bem nem na Dita von Teese, enfim, não é pra mim. Mas é para um monte de gente, faz a alegria de nove entre dez homens – mulheres ficam no golf club, de cardigã e pérolas, a contar as últimas do caçula – e, pumba!, tem ganhado cada vez mais adeptos no mundo.
Além dos escoceses e da ala old money da Costa Leste a Quai Ouest, agora tem russo e chinês em campo, competindo ali, buraco a buraco. E os hotéis, espertíssimos e de olho no dinheiro fresquinho, têm caprichado nos greens e fairways, os melhores deles oferecendo até campo oficial, com 18 holes + caddies full time, driving range e hazzards cinematográficos. Falei grego? Never mind, vamos em frente.
E longe do campo, aí sim uma maravilha, eles, os hotéis, ainda oferecem várias distrações para quem não confia no próprio taco. É o seu caso? É o meu, e para isso há um menu bárbaro para não deixar a bola cair: spas milagrosos, aulas de ioga, jardins zen, restaurantes estrelados e, viva!, lojinhas de primeiros socorros – afinal é sempre bom um bandage dress por perto para apagar o fogo de consumo.
O gostoso da história é que, no fim das contas, jogando ou não, a temporada é deveras relaxante. Algo de muito tranquilo invade a alma de quem viaja com destino a um golf hotel, mesmo como acompanhante. Talvez pelo fato de ser crime inafiançável falar enquanto se joga, até mesmo quando se torce. Aliás, como é que se torce no golfe?
E para os interessados, os cinco melhores golf resorts do mundo:
1º lugar: Old Course Hotel – St.Andrews, Escócia
2º lugar: The K Club – Straffan, Irlanda
3º lugar: The Boulders – Arizona, USA
4º lugar: Castillo Son Vida – Palma de Mallorca, Espanha
5º lugar: Sandy Lane, Barbados




















