TOP CHEF
O mundo gourmet evoluiu. Nouvelle é antique, você sabe, e fusion continua aquela ‘confusion’. Mas está com os dias contados – palavra de chef. A mesa virou, o paladar mudou, a cozinha da próxima década é comfort e experimental, menos molecular e mais realista, internacional com uma pitada de sabor regional. A receita é essa. Como fazer é que são elas, mas escolas de gastronomia estão aí para isso, para tirar do freezer o chef congelado que existe dentro de você. E nada de cozinhar em banho-maria por meses nas Cordon Bleu da vida, a delícia é se jogar nos cursinhos instantâneos preparados pelos hotéis dispostos a prender o hóspede mais pelo estômago do que pelo room service.
Um bom exemplo vem do Marrocos, onde Peggy Markel, criadora do conceito “slow food”, comanda workshops de dez dias no Hotel Jnane Tamsna, erguido num oásis nos arredores de Marrakech. Foi ali que madame mandou erguer uma cozinha bárbara – quer dizer, berbere – para ensinar técnicas e receitas da culinária local, do povo das dunas. Pense em tagine, bstilla e outras maravilhas que ali ganharam novas interpretações pelas mãos de Markel: tem pitadas de cozinha siciliana e andaluz.
Claro que a ementa inclui idas e vindas no souk, nas tendas de especiarias e mercados de carnes. Conexão direta entre gastronomia e lifestyle, pessoal. Os cursos acontecem apenas três vezes por ano, em março, abril e novembro. Vambora?



















